In Praise of Arundhati Roy’s “The God of Small Things” – by Eduardo Carli de Moraes

A CASA DE VIDRO.COM

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“She is one of the great writers and intellectuals of our time. I was thinking about what makes her a really great writer, a really great person, and a really great rebel: someone who listens more than she talks. Someone who goes to find where the silence is, and tries to understand why the silence is there. She is so precious and so rare. Like Charles Dickens, like Charlotte Brontë, like Virginia Woolf, like Victor Hugo, like all those wonderful writers who spoke for the people who had no voice. Arundhati Roy joins a long and proud list of people who care deeply, and who listen deeply, and who then speak fearlessly. This is our salvation, this kind of writer, this kind of person…” – ALICE WALKER , author of Pulitzer-Winning novel The Color Purple (filmed by Steven Spielberg)

I.  A SUNBEAM LENT TO US TOO BRIEFLY

ARUNDHATI ROYTo listen attentively…

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E pur si muove

que texto!

Ágora com dazibao no meio

Resolvi espanar um pouco a poeira acumulada e abrir lugar para alguns parágrafos que precisam desocupar a minha cabeça. Só que o que me ocorreu dizer faz referência a um livro e a um filme, então nada mais justo do que te avisar quais são para que você escolha continuar por aqui ou só voltar no mês que vem, depois de ir a uma livraria e à locadora mais próxima. O livro é A Marca Humana, do Philip Roth, e o filme chama-se Antes da Chuva (Befaore the Rain), produção de 1994 dirigida por Milko Manchevski. O resto é por sua conta.

1.

No enredo de um romance bem conhecido,1 numa Nova Jersey dos anos quarenta, um sujeito se reinventa. À falta dos traços negroides e da pele escura da mãe e dos irmãos, vê que pode ser branco. Para tal, alista-se na marinha — que…

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Sobre a PL 5069 – À Gertrude Van Wagener, nossas desculpas

As Mina Na História

O que nós estamos fazendo com todos os quarenta anos em que Gertrude Wagener passou coletando dados, que serviriam mais tarde para a criação da pílula do dia seguinte?

Gertrude nasceu em Iowa, no final do século XIX, filha de um advogado. Aos vinte anos de idade já tinha graduação completa em zoologia, e muito em breve se tornou professora. Coletava diversas amostras e modelos de anêmonas e corais, e se dedicava horas a fio a estudá-los: era isso, o que fascinava Gertrude era o estudo da vida.

Tão apaixonada assim pela existência e sobrevivência dos seres, a bióloga trabalhou em conjunto ao ginecologista John McLean Morris, coletando dados por quarenta anos para produzir o que seria a primeira pílula do dia seguinte. Talvez soe incoerente aos conservadores, mas esta é a realidade: uma das precursoras da contracepção emergencial foi uma pessoa apaixonada pela vida. E foi uma mulher.

Gertruse

A dupla…

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Da série citações: cientistas perante o inconcebível

Para ler sem olhar

glaciers

“Há mais de trinta anos, os cientistas do clima têm vivido uma existência surreal. Um volume de estudos vasto e em constante expansão aponta que o aquecimento global tem seguido a evolução da presença de gases de efeito estufa exatamente como seus modelos previam. Os indícios físicos se tornam a cada ano mais dramáticos: o recuo de florestas, os animais que migram para o norte, as geleiras que derretem, as temporadas de incêndios florestais que se estendem, maiores taxas de secas, inundações e tempestades – cinco vezes a mais nos anos 2000 do que nos anos 1970. (…) A mudança climática induzida pelo ser humano é real – as temperaturas nos EUA subiram entre 1,3 e 1,9 graus [Farenheit, suponho], principalmente desde 1970 – e a mudança já afeta a agricultura, a água, a saúde humana, a energia, o transporte, florestas e ecossistemas. Mas isso não é o pior. As…

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Two Stories by Clarice Lispector Translated by Elizabeth Bishop

Jenny McPhee

In my pantheon of favorite writers, Clarice Lispector is right there at the top.  She’s a writer, like Muriel Spark or Thomas Bernhard, who always make me ask when reading their work: Is this allowed? Sometimes her prose has such power I am made to wonder if I have the strength and stability to keep reading. Championed by Elizabeth Bishop and Helene Cixous, Lispector is nevertheless still not well known to English-language readers. The miraculous internet sent these two Clarice Lispector  stories my way recently via twitter and so I thought I’d post them.

 
 

The Hen
Clarice Lispector
Translated by Elizabeth Bishop

(First published in the Summer 1964 issue of The Kenyon Review)

She was a Sunday hen.  She was still alive only because it was not yet 9:00 o’clock.

She seemed calm.  Since Saturday she had cowered in a corner of the kitchen.  She didn’t look at anyone, no one looked at…

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“Selva de pedra”? A floresta e a cidade

partes sem um todo

Abaixo, as notas um tanto soltas (e sobre um tema que não domino) que apresentei na mesa “A cidade e a biopolítica” do Seminário Direito, Espaço e Território: A disputa da Cidade, realizado pelo PET-DIREITO-UFSC em outubro do ano passado (2014).


“Selva de pedra”? A floresta e a cidade

“Os urbanistas revolucionários não se preocuparão apenas com a circulação de coisas, nem apenas com homens paralisados num mundo de coisas. Tentarão romper essas cadeias topológicas por meio da experimentação de terrenos, para que os homens transitem pela vida autêntica” (Guy Debord)

1. Estamos acostumados a pensar a topologia político-econômica dos Estados-Nação por meio do binômio campo (lavoura) e cidade. Giorgio Agamben, provavelmente jogando com esse par, sugeriu que, na Modernidade, não é a cidade que ocupa a posição de paradigma político, nem o campo enquanto lavoura, mas outro tipo de campo, o campo de concentração: o estado de exceção e…

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#CALABOCAJÁMORREU E AS BIOGRAFIAS NÃO AUTORIZADAS

NEG(A)

No último dia 10, o Supremo Tribunal Federal (STF), em ação unânime, derrubou a lei que declarava necessária autorização prévia do biografado (ou de sua família) para a publicação de uma obra acerca de sua vida. O que ocorre a partir de agora, em lei, é que figuras públicas (ou seus herdeiros) não possuem mais o poder de vetar produções biográficas – escritas e audiovisuais – antes que elam sejam editadas.

A decisão do STF certamente representa um grande passo na luta contra o cerceamento à publicação de obras biográficas e no monopólio das biografias autorizadas.  Luta, aliás, que vem se estendendo há anos, e que se tornou ainda mais acirrada aqui no Brasil, como sabemos, em 2007, após o cantor Roberto Carlos, valendo-se dos então parágrafos 20 e 21 do Código Civil, vetar a publicação da sua biografia Roberto Carlos em detalhes, escrita por Paulo César Araújo. Em…

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Mário de Andrade, uma carta e dois parágrafos

Claudio Willer

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De duas uma: ou se faz biografia, ou não se faz. Na primeira hipótese, obviamente tem que constar a verdade. Os que defendem a exclusão da informação biográfica dos estudos literários querem uma crítica asséptica, higienizada, insipidamente neutra. O “recorte” do texto, recomendado em nossos cursos de Letras, é uma tentativa de burocratizar a literatura, separando-a da vida. Minha identificação com os beats e surreais é, justamente, por haverem promovido, de modos diferentes em cada caso, a confusão entre as duas esferas, da criação e da vida – assim como já o haviam feito alguns românticos e outros rebeldes.

Cabeças de quem defende o “recorte” e a conseqüente interdição de informações sobre a vida de Mário de Andrade pararam em 1930. Para quem tem dúvidas a respeito, recomendo a leitura desse trabalho exemplar que é Federico García Lorca: uma biografia de Ian Gibson (editora Globo). Pesquisou tudo: atuação pública, casos…

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