Contra tanto silêncio

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1. A hiperexposição de tudo que pensamos, sentimos, imaginamos, no tempo real das redes sociais, blogs etc., obriga a poesia a procurar outra coisa para fazer? Se não, por que a poesia não se confunde com isso? Se sim, que outra coisa seria essa?

Não sei se, de fato, a hiperexposição que se percebe hoje é de ordem muito diversa daquela que sempre esteve implícita no nosso relacionamento com a linguagem e com outros sistemas de signos. O ser humano sempre esteve, desde o primeiro grito, desde o primeiro grafito, a expor-se e a ocultar-se, em gestos alternados ou mesmo simultâneos (o paradoxo das máscaras, personae, que é também o paradoxo da poesia, consiste justamente nisto, na simultânea exposição e ocultação do ser, dos seres, na palavra). Depois das críticas socrático-platônicas à escrita, à mímese e à poesia, nada de muito novo surgiu na condenação moralizante aos novos meios de…

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