Claudio Willer

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De duas uma: ou se faz biografia, ou não se faz. Na primeira hipótese, obviamente tem que constar a verdade. Os que defendem a exclusão da informação biográfica dos estudos literários querem uma crítica asséptica, higienizada, insipidamente neutra. O “recorte” do texto, recomendado em nossos cursos de Letras, é uma tentativa de burocratizar a literatura, separando-a da vida. Minha identificação com os beats e surreais é, justamente, por haverem promovido, de modos diferentes em cada caso, a confusão entre as duas esferas, da criação e da vida – assim como já o haviam feito alguns românticos e outros rebeldes.

Cabeças de quem defende o “recorte” e a conseqüente interdição de informações sobre a vida de Mário de Andrade pararam em 1930. Para quem tem dúvidas a respeito, recomendo a leitura desse trabalho exemplar que é Federico García Lorca: uma biografia de Ian Gibson (editora Globo). Pesquisou tudo: atuação pública, casos…

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